segunda-feira, 28 de junho de 2010

Saudades de outra rotina

Na rodoviária de Rio Claro tem uma mulher que eu vejo todas as vezes que passo por lá. Meia idade, nem alta nem baixa, cabelos castanhos, nem magra nem gorda, roupas tipo senhora (saia, blusa de linha), óculos e cabelo na altura do ombro. Ela é não é exatamente uma senhora boazinha, sempre recebe as pessoas no guichê com uma cara fechada. Mas ela já me deu um ou outro sorriso, algumas vezes até respondeu meu "obrigada" ou meu "bom dia".

Essa senhora, que eu não faço a menor ideia do nome, ou da idade, ou de onde mora ou quem são seus amigos, já se tornou tão característica que é quase uma daquelas pessoas que são esteriótipos. Toda vez que eu vejo uma senhora de meia idade, com roupas de senhora e batom (e olha que eu nem sei bem se ela usa batom) eu já logo imagino que é ela, mas aí me lembro que estou em Bauru e não em Rio Claro, me lembro que não vou chegar em casa, nem ver minha mãe, nem papai, nem o Pepê....

Lembrar desta senhora, para uma pessoa como eu que gosta de rotina, é sempre algo muito familiar. É lembrar da rodoviária, das pessoas que eu encontro, das que eu rezo para não encontrar, é esperar meu irmão que sempre vem atrasado, sorriso, "oi, como você está?", "tchau, vai com Deus". É feliz.

Infelizmente por ora não tem esta rotina, mas tem café da manhã, insônia durante o dia e vida a noite. Anda tendo até Copa do Mundo.

Logo teremos mais chocolate de criança.

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