segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Onde estarão o rei e o príncipe?

Achei que o melhor era ficar quieta, me ensinaram que o que está errado é sempre descoberto.
Me disseram que eu não ganharia nada discutindo ou brigando, mas esqueceram de mencionar tudo que eu perderia.
Tentaram me transformar em mais uma folha levada pelo vento.
O que tava errado nunca descobriram...
Colocaram uma máscara no meu rosto, todo mundo se assustou e eu fiquei quieta.
O farsante continuou criando farsas, com a mente esperta e sorriso alegre conquistou o mundo; o oportunista aproveitou as oportunidades pra fazer amigos (não acredito que tenha ganhado lá grandes coisas) pobre oportunista seu mal é dependência que torna o rosto mais luminoso numa folha de papel em branco ; os figurantes acreditaram em tudo, uns se assustaram mais com a minha máscara outros ainda viam uma luzinha azul bem fraquinha saindo dos meus olhos. O céu ficou cinza mas ninguém percebeu. Mas acredite quem não desistiu foi o bobo da corte. A natureza do bobo não deixou que ele desistisse, pobre bobo sempre querendo divertir alguém para esconder sua inutilidade. Como todo bobo é o que esperam que ele seja, a tristeza do bobo é sua falta de personalidade.
Mas o bobo de tão bobo e por fazer tantas bobeiras me abriu os olhos.
Tenho medo do que vejo por traz das máscaras. Não consigo encontrar nenhum rei ou príncipe.Teriam raptado a família real? ou seria tudo mais uma lenda?
Enquanto isso os bobos da corte se espalham desesperados.

Como criar uma história

Toda história precisa de um farsante, de um oportunista, de um bobo da corte, de figurantes para serem enganados e é claro de alguém que possa ver os rostos por traz das máscaras.
Eu não gosto do que vejo.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Início

Dançar com a ausência
aproveitar as companhias
queimar com paixões
viver o instante
sem desistir de mudar o mundo.

(Fabio Rocha)