quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Eu tenho uma dúvida que sempre me perturbou: Qual estilo de música você gosta? Ora, preciso gostar de algum estilo específico? Um dia gostei de BSB, de Sankank, CPM 22, assim como gostei de Metallica, Balck Sabbath e Iron Maiden.
"Um minuto para o fim do mundo" já foi a explicação da minha vida. Assim como "As long as you love me" ou "The Tears of the Dragon".
Hoje, se fala de alguma coisa, ou se podemos considerar que hoje é mais que ontem. A minha música é samba, a minha vida é samba.
Me encontrei no samba, no samba rock, no rockzinho bem brasileiro, "meu nego que chegou da boemia", "do gringo que subiu no morro", dos "meus caros amigos".
Desse somzinho que me dá sono, que me faz dançar bem devagarinho. Desse som que me dá vontade de te abraçar, dançar juntinho, beijar, expressão pequena e única de felicidade em forma de música.
O samba é simples, doce, safado, gentil, gostoso, bonito, poesia e grosseria.
É a expressão primeira da felicidade, da "pequena felicidade do dia-a-dia"

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Saudades de outra rotina

Na rodoviária de Rio Claro tem uma mulher que eu vejo todas as vezes que passo por lá. Meia idade, nem alta nem baixa, cabelos castanhos, nem magra nem gorda, roupas tipo senhora (saia, blusa de linha), óculos e cabelo na altura do ombro. Ela é não é exatamente uma senhora boazinha, sempre recebe as pessoas no guichê com uma cara fechada. Mas ela já me deu um ou outro sorriso, algumas vezes até respondeu meu "obrigada" ou meu "bom dia".

Essa senhora, que eu não faço a menor ideia do nome, ou da idade, ou de onde mora ou quem são seus amigos, já se tornou tão característica que é quase uma daquelas pessoas que são esteriótipos. Toda vez que eu vejo uma senhora de meia idade, com roupas de senhora e batom (e olha que eu nem sei bem se ela usa batom) eu já logo imagino que é ela, mas aí me lembro que estou em Bauru e não em Rio Claro, me lembro que não vou chegar em casa, nem ver minha mãe, nem papai, nem o Pepê....

Lembrar desta senhora, para uma pessoa como eu que gosta de rotina, é sempre algo muito familiar. É lembrar da rodoviária, das pessoas que eu encontro, das que eu rezo para não encontrar, é esperar meu irmão que sempre vem atrasado, sorriso, "oi, como você está?", "tchau, vai com Deus". É feliz.

Infelizmente por ora não tem esta rotina, mas tem café da manhã, insônia durante o dia e vida a noite. Anda tendo até Copa do Mundo.

Logo teremos mais chocolate de criança.